Como avaliar o risco de viés com RoB 2 e ROBINS-I

Resposta curta

Use o RoB 2 para ensaios randomizados e o ROBINS-I para estudos não randomizados de intervenções. Ambos funcionam por resultado, e não por estudo, por meio de domínios de questões sinalizadoras que levam a um julgamento para cada domínio e a um julgamento global. Dois revisores avaliam de forma independente, justificam cada resposta com trechos do relato e chegam a um consenso sobre os julgamentos finais.

Passo a passo

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    Escolha a ferramenta adequada ao desenho do estudo

    O RoB 2 é para ensaios randomizados, com variantes para ensaios randomizados por conglomerados (cluster) e ensaios cruzados (crossover). O ROBINS-I é para estudos não randomizados de intervenções, como estudos de coorte que comparam tratamentos. Outros desenhos exigem outras ferramentas, por exemplo o QUADAS-2 para estudos de acurácia diagnóstica.

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    Especifique o que você está avaliando

    O risco de viés é avaliado para um resultado específico: um desfecho, em um ponto no tempo, para uma comparação. No RoB 2, decida também se o seu interesse é o efeito da alocação à intervenção (intenção de tratar) ou o efeito da adesão a ela, porque as questões do domínio de desvios dependem disso.

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    Percorra os domínios do RoB 2

    O RoB 2 tem cinco domínios: viés decorrente do processo de randomização, devido a desvios das intervenções pretendidas, devido a dados faltantes de desfecho, na mensuração do desfecho e na seleção do resultado relatado. As questões sinalizadoras são respondidas com sim, provavelmente sim, provavelmente não, não ou sem informação, e um algoritmo sugere baixo risco, algumas preocupações ou alto risco para cada domínio.

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    Ou percorra os domínios do ROBINS-I

    O ROBINS-I compara o estudo com um ensaio-alvo (target trial) hipotético e abrange sete domínios: confundimento, seleção dos participantes, classificação das intervenções, desvios das intervenções pretendidas, dados faltantes, mensuração dos desfechos e seleção do resultado relatado. Os julgamentos são risco de viés baixo, moderado, grave ou crítico, ou sem informação. Antes de começar, liste os confundidores importantes para a sua pergunta.

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    Chegue a um julgamento global

    O risco de viés global de um resultado é, em geral, no mínimo tão grave quanto o do pior domínio. No RoB 2, vários domínios com algumas preocupações também podem justificar um alto risco global. Escreva uma justificativa curta para cada julgamento, citando o relato.

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    Avalie em duplicata e apresente os resultados

    Dois revisores avaliam de forma independente e resolvem as discordâncias. Apresente os julgamentos por domínio, por exemplo em uma tabela no formato semáforo (traffic light), e use-os na análise e na avaliação GRADE da certeza.

Confira se você está usando a versão atual

As ferramentas de risco de viés e seus documentos de orientação são mantidos pelos seus desenvolvedores e revisados de tempos em tempos. Baixe a versão atual e as orientações no site oficial (riskofbias.info) antes de começar, e cite a versão que você usou.

Como a Prolytiq faz esta etapa

O espaço de risco de viés do Prolytiq organiza as questões sinalizadoras do RoB 2, do ROBINS-I e de outras ferramentas para cada estudo, ao lado do PDF, e registra cada resposta com a citação que a sustenta e um julgamento por domínio e global. O pré-preenchimento por IA, quando habilitado, propõe respostas com citações para os revisores confirmarem ou alterarem; os revisores fazem todos os julgamentos finais.

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Perguntas frequentes

O que aconteceu com a ferramenta original de risco de viés da Cochrane?

O RoB 2 (2019) substituiu a ferramenta original de risco de viés da Cochrane para ensaios randomizados nas revisões Cochrane. As principais diferenças são o foco em resultados específicos, as questões sinalizadoras e os algoritmos que convertem as respostas em julgamentos.

Posso usar o RoB 2 em estudos observacionais?

Não. O RoB 2 foi desenvolvido para ensaios randomizados. Para estudos não randomizados de intervenções, use o ROBINS-I; para estudos observacionais de exposições, considere o ROBINS-E.

Devo calcular um escore de qualidade?

Não. O Cochrane Handbook desaconselha escores-resumo de qualidade. Relate os julgamentos por domínio e justifique-os.

Fontes metodológicas

  • Sterne JAC et al. RoB 2: a revised tool for assessing risk of bias in randomised trials. BMJ 2019
  • Sterne JAC et al. ROBINS-I: a tool for assessing risk of bias in non-randomised studies of interventions. BMJ 2016
  • Manual Cochrane para Revisões Sistemáticas de Intervenções (Cochrane Handbook for Systematic Reviews of Interventions), capítulos 8 e 25

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